TV Ao Vivo

A decisão de Alexandre de Moraes que atrapalha a gestão da crise de Flávio Bolsonaro-Vorcaro.

O ex-presidente Jair Bolsonaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes

A decisão de Alexandre de Moraes que atrapalha a gestão da crise de Flávio Bolsonaro-Vorcaro.
A decisão de Alexandre de Moraes que atrapalha a gestão da crise de Flávio Bolsonaro-Vorcaro. (Foto: Reprodução)

Uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), passou a ser apontada por integrantes do PL como um entrave para a gestão da crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Desde 29 de janeiro, o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, está proibido de se reunir com Jair Bolsonaro, por também ser investigado no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado.


Segundo a coluna de Malu Gaspar no jornal O Globo, nos bastidores da legenda, dirigentes afirmam que Valdemar seria uma das poucas lideranças capazes de discutir diretamente com Bolsonaro alternativas para a disputa presidencial.


Parte do partido considera Michelle Bolsonaro uma opção eleitoral mais competitiva diante do desgaste provocado pelo caso “Dark Horse”, mas reconhece que uma eventual substituição de Flávio Bolsonaro dependeria exclusivamente da decisão do ex-presidente.


A restrição imposta por Moraes impede encontros entre Bolsonaro e dirigentes partidários, permitindo apenas visitas de familiares, advogados e equipe médica. Segundo aliados, o ex-presidente recebe informações sobre o cenário político principalmente por meio dos filhos, da ex-primeira-dama e da imprensa. Integrantes do PL avaliam que a falta de interlocução direta dificulta a definição de estratégias em momentos de crise.


O impacto político do episódio já aparece nas pesquisas eleitorais. Levantamento do Datafolha divulgado na sexta (22) mostrou Lula à frente de Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno, por 47% a 43%.


Na pesquisa anterior, ambos apareciam tecnicamente empatados com 45%. O cenário ocorre em meio à repercussão dos áudios divulgados pelo Intercept Brasil sobre pedidos de apoio financeiro para o filme “Dark Horse”.


Em janeiro, ao negar solicitação de visita feita por Valdemar, Moraes considerou “incabível”, argumentando que o dirigente também era investigado no mesmo processo. A restrição foi mantida mesmo após a transferência de Bolsonaro para prisão domiciliar, ocorrida em março em razão do agravamento de seu estado de saúde.


A situação de Valdemar na investigação passou por mudanças nos últimos anos. Embora a Procuradoria-Geral da República (PGR) tenha decidido não denunciá-lo após indiciamento da Polícia Federal em 2024, ministros da Primeira Turma do STF determinaram posteriormente a reabertura de uma investigação relacionada à contratação do Instituto Voto Legal (IVL), que embasou questionamentos do PL sobre as urnas eletrônicas.


Antes do agravamento da relação entre o dirigente e o Supremo, Valdemar chegou a atuar em conjunto com Moraes em articulações ligadas ao debate sobre o voto impresso. Em 2021, o ministro chegou a chamá-lo de “grande parceiro da Justiça Eleitoral” em uma reunião reservada no TSE. Atualmente, porém, a relação é marcada por disputas judiciais e restrições impostas no âmbito das investigações.





Comentários (0)